sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A Consciência de Zeno.


Alguns escritores ficam mais esquecidos que outros, não são lembrados entre os grandes gênios. Isso não tem importância. Gênio? Isso é bem arbitrário; em outros tempos, como na Idade Média, acho que ninguém era considerado gênio, o que se cultuava eram os iluminados, e não os gênios. Então, acho a genialidade uma coisa difícil de definir, pois é muito abstrato e moderno. ( Sim, sou meio tradicionalista.)
Bom, mas eu queria falar de Ítalo Svevo, escritor que nasceu e viveu em Trieste, Itália.
Teve aulas de inglês com James Joyce e se tornou seu grande amigo. O estilo de Svevo é bem mais convencional que o de Joyce, talvez por isso seja subestimado, mas nem por isso é menos interessante. A Consciência de Zeno é, aliais, meu romance favorito. Pode não ser o melhor, mas é meu favorito. Me fez morrer de dar risada e também quase chorar. Quase chorar é um exagero, mas me falta uma palavra agora para descrever a comoção e angustia que senti em um certo trecho do livro. Ah, tá aí, comoção e angustia. E riso!!
Façam um bem a vocês mesmos e leiam esse livro.

Felipe Stefani.

4 comentários:

O.D.N. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O.D.N. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O.D.N. disse...

Felipe, de fato esse conceito de 'gênio' é algo moderno. Se não me engano, esse termo assim definido começou a ser usado bem depois do século XVIII. Não sei como chamavam às pessoas mais dadivosas antes, mas faz sentido que fosse de 'iluminadas' já que a idade média foi tbém chamada 'idade das trevas' (trevas fora...luz dentro). Mas esse conceito de 'gênio' apesar de moderno não é nada atual. Hoje em dia esse conceito misteriosamente se tornou subversivo...tamanha é a ditadura democrática, entendida pela maioria da forma menos sutil, ou por esse novo preconceito para com o que é excelente, ou talvez tbém tão ampla tenha sido a 'rebelião das massas' que essa excelência do homem não popular parece incomodar demais. Odi Profanum Vulgus. Uma pena... pois quem sempre perde é a vida e o homem, não é mesmo?

Rafaela. disse...

Um título "senilidade" me interessou.
Com certeza vou procuar e ler .