Janelas, portas de aço,
desencontrados passos,
vielas.
Olhares atentos,
desatentos à vida.
Vento e trilhos
lidam com o tempo.
Segmentos e partidas.
Malas, mulheres, estações.
Passam as horas,
ficam senões.
Corredores e escadas,
para cima, para baixo,
junto a nada.
No céu um faixo,
na morte de um Sol.
Next stop,
Ton Hall.
Um rosto de mulher
balança ao lado,
no outro vagão.
Portas de aço,
vago olhar de chumbo.
Nesta estação
um vagar profundo.
E tudo passa
na fumaça do mundo.
***
Felipe Stefani, Sydney, Outono 2010.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Como disse o poeta...
"Tal ou tal poeta se-meteu-a-fazer e ainda não sabe como? Pois que faça mais e mais até acertar a mão e o ouvido, eu quero é mais! As cordilheiras não se fazem de picos, fazem-se de sucessivas camadas invisíveis, de acumulações, inclusive as mais minúsculas, ou alguém acha que haveria algum Everest sem o primeiro metro-e-meio do Himalaia?"
Bruno Tolentino.
Bruno Tolentino.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Cronópios again.
Foram publicados alguns poemas meus no site literário Cronópios, neste link: http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4405
Confiram!!
Felipe Stefani
Confiram!!
Felipe Stefani
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A Marcelo Ariel
.
os signos do silêncio
remexem na fundura interior da primavera
escuta apenas
pela luz
no sonho anterior dos mortos
a escuridão
por trás
outra escuridão
dentro da voz tudo está sonhando
não podes imaginar os sons primaveris sem se destroçar inteiro
basta os ciclos
as fontes
nas noites sôfregas o céu se espelha em lâminas mudas
então pergunta-te
existo?
e se existo sou uma flor monstruosa
pois há nuvens que começam na ceifa
a árvore
o tempo
basta o toque da água nos subterrâneos
e recebes os mortos
a primavera
***
Felipe Stefani
os signos do silêncio
remexem na fundura interior da primavera
escuta apenas
pela luz
no sonho anterior dos mortos
a escuridão
por trás
outra escuridão
dentro da voz tudo está sonhando
não podes imaginar os sons primaveris sem se destroçar inteiro
basta os ciclos
as fontes
nas noites sôfregas o céu se espelha em lâminas mudas
então pergunta-te
existo?
e se existo sou uma flor monstruosa
pois há nuvens que começam na ceifa
a árvore
o tempo
basta o toque da água nos subterrâneos
e recebes os mortos
a primavera
***
Felipe Stefani
sábado, 23 de janeiro de 2010
ÉBRIO
a noite levou-me qual ébrio furacão dentro do sono a casa o perfume nada sabia do silêncio unânime levava o vinho a janela do quarto negro negro minha treva me chamava madame colocava gelo no copo ah caminho vegetal de tentações mesquinhas na manhã abri as asas na revolta de um insone o vôo sobre a cidade a cidade a cidade a chaga imediata dos vícios deixei-a entorpecida pálpebra negra enquanto o sol faiscava uma loucura unânime migrei para as visões distantes a aurora e o beijo afundou-a até a doçura do sonho besta soberba no outro dia era um poeta
***
Felipe Stefani
***
Felipe Stefani
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