Só o toque das cítaras
contra a singeleza da paisagem
basta,
no despertar do silêncio continuo.
***
Felipe Stefani, Manly Beach, Australia, Março 2010.
quarta-feira, 31 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Cronópios again.
Foram publicados alguns poemas meus no site literário Cronópios, neste link: http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4405
Confiram!!
Felipe Stefani
Confiram!!
Felipe Stefani
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A Marcelo Ariel
.
os signos do silêncio
remexem na fundura interior da primavera
escuta apenas
pela luz
no sonho anterior dos mortos
a escuridão
por trás
outra escuridão
dentro da voz tudo está sonhando
não podes imaginar os sons primaveris sem se destroçar inteiro
basta os ciclos
as fontes
nas noites sôfregas o céu se espelha em lâminas mudas
então pergunta-te
existo?
e se existo sou uma flor monstruosa
pois há nuvens que começam na ceifa
a árvore
o tempo
basta o toque da água nos subterrâneos
e recebes os mortos
a primavera
***
Felipe Stefani
os signos do silêncio
remexem na fundura interior da primavera
escuta apenas
pela luz
no sonho anterior dos mortos
a escuridão
por trás
outra escuridão
dentro da voz tudo está sonhando
não podes imaginar os sons primaveris sem se destroçar inteiro
basta os ciclos
as fontes
nas noites sôfregas o céu se espelha em lâminas mudas
então pergunta-te
existo?
e se existo sou uma flor monstruosa
pois há nuvens que começam na ceifa
a árvore
o tempo
basta o toque da água nos subterrâneos
e recebes os mortos
a primavera
***
Felipe Stefani
sábado, 23 de janeiro de 2010
ÉBRIO
a noite levou-me qual ébrio furacão dentro do sono a casa o perfume nada sabia do silêncio unânime levava o vinho a janela do quarto negro negro minha treva me chamava madame colocava gelo no copo ah caminho vegetal de tentações mesquinhas na manhã abri as asas na revolta de um insone o vôo sobre a cidade a cidade a cidade a chaga imediata dos vícios deixei-a entorpecida pálpebra negra enquanto o sol faiscava uma loucura unânime migrei para as visões distantes a aurora e o beijo afundou-a até a doçura do sonho besta soberba no outro dia era um poeta
***
Felipe Stefani
***
Felipe Stefani
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O Habitante das Falhas Subterrâneas
Está no ar no site Cronópios o primeiro capítulo do novo folhetim da escritora Ana Paula Maia - "O Habitante das Falhas Subterrâneas". Romance originalmente publicado em 2003, agora virou folhetim no Cronópios com edição revisitada pela autora e ilustrada por mim. Serão 29 capítulos publicados 2 vezes na semana. É um belo... livro, me envolvi muito com o personagem e tentei contar a história através de meus traços. Não deixem de conferir: http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=4377
E vai sair igualmente em capitulos no site Portal Literal, ainda não está no ar, mas em poucos dias eles publicarão o primeiro capitulo: http://portalliteral.terra.com.br/
Felipe Stefani
E vai sair igualmente em capitulos no site Portal Literal, ainda não está no ar, mas em poucos dias eles publicarão o primeiro capitulo: http://portalliteral.terra.com.br/
Felipe Stefani
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Místico

Repentino,
na clareira vulcânica da idade,
concebi assim a leitura da memória:
de que tudo que desata, cresce e morre
tem um gesto,
um gesto de princípio.
Deveríamos chamar ritmo
tudo que nos torna exaltados.
Somos tentados a ver dentro do sonho,
assim nos recriamos do que nos causa escândalo,
nomeamos a noite, a tarde e a manhã dos tempos
como fôssemos deuses.
Somos ritmo do sonho,
lembrando, vagando,
no fim de cada era,
causando escândalo.
Vede, as estrelas,
os frutos das figueiras,
o templo,
furiosamente serão lembrados.
Viveremos disso,
dando ao mundo
um nome de batismo.
Chamaremos inspiração
tudo que concentra,
avança e se enraíza.
Impérios definham.
Somos tentados a dizer que foi um sonho,
um sonho dentro do sonho,
se concebêssemos tal geometria.
Pois também se lavram as águas antigas.
Vede, as águas calmas
são também colhidas.
O sonho não é sonho,
a memória não é memória.
Há sempre um Deus a redizer a história.
***
Poema e foto de Felipe Stefani.
Assinar:
Postagens (Atom)








