quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Lançamento do meu livro "Verso Para Outro Sentido" em Sampa


Dia 25 de setembro lanço meu livro "Verso Para Outro Sentido" pela Escrituras Editora, livro que conta com poemas e desenhos meus. Cliquem na imagem a cima para ver o convite ampliado com os detalhes, data, hora, endereço, etc. Espero todos para uma conversa e depois umas cervejas, claro. Será uma oportunidade para conhecer os leitores desse blog, que são bem poucos, sei, mas especiais...
Até lá,
Felipe stefani

sábado, 31 de julho de 2010

Pequeno Ensaio Sobre o Vagar.

Viajando a Austrália, 6.000Km vagando, vagando, andarilho, ensinando o que não sei.
Amigos, amigos são como luzes interiores e explodem dentro um milhão de caminhos, onde talvez encontre...
Vagando, ensinando.
Vejo a vida e a arte como a busca do extremo, o mais extremo. Talvez até como um beatnik em bangalôs baratos, no ônibus, dentro da música, na dança, em um cabaré, um nigth club. Dançando como um louco.
O extremo... Como quando Cioran sentiu o vazio da existência insustentável do humano . Mas isso ainda não era a resposta sonhou Kierkegaard dentro de uma nuvem, “A depressão é só uma estação na ferrovia da vida”.
Estações, sigo, Byron Bay, Sydney, Coffs Harbour, Torquay, Cairns… Talvez algum lugar onde o corpo exploda na serena alegria do Sol de dentro, dentro do Sol de fora.
Byron Bay agora na escrita.
As ondas de Byron Bay são cítaras feitas pelas mãos de um artesão generoso, com os braços pousados no vento de uma guitarra mística. Esses instrumentos, as ondas de Byron, são onde desenho a música da dança do corpo, mas a música sonhada dentro da melodia perfeita. Longa melodia, perfeito instrumento, essas ondas.
Os melhores surfistas são artesãos que dançam como um Sol melódico, e buscam as desconexões em um acorde que se abriga na harmonia de tudo.
Vejo agora, os corpos caminham pela praia no fim da tarde e são também o som dos pássaros







..............................................................sem ponto final





Felipe Stefani, Byron Bay, Australia, Inverno 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Verso.

Queria assim o verso,
extremo.
Mais que extremo,
inaudível.
Do abismo mais profundo
à luz sem margens,
sem limites.

Mas no trabalho lapidar do olvido,
A musa suspira:
“Impossível”.






***

Felipe Stefani, Queenscliff, Outono.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

On The Train

Janelas, portas de aço,
desencontrados passos,
vielas.

Olhares atentos,
desatentos à vida.

Vento e trilhos
lidam com o tempo.

Segmentos e partidas.
Malas, mulheres, estações.

Passam as horas,
ficam senões.

Corredores e escadas,
para cima, para baixo,
junto a nada.

No céu um faixo,
na morte de um Sol.

Next stop,
Ton Hall.

Um rosto de mulher
balança ao lado,
no outro vagão.

Portas de aço,
vago olhar de chumbo.
Nesta estação
um vagar profundo.

E tudo passa
na fumaça do mundo.






***

Felipe Stefani, Sydney, Outono 2010.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Como disse o poeta...

"Tal ou tal poeta se-meteu-a-fazer e ainda não sabe como? Pois que faça mais e mais até acertar a mão e o ouvido, eu quero é mais! As cordilheiras não se fazem de picos, fazem-se de sucessivas camadas invisíveis, de acumulações, inclusive as mais minúsculas, ou alguém acha que haveria algum Everest sem o primeiro metro-e-meio do Himalaia?"


Bruno Tolentino.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O silêncio invade
todas as rotas
da indagação fundamental.

Existo?

E as flautas do mar recobram o olvido.







***

Felipe Stefani, Queenscliffe, Australia, Abril 2010.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Só o toque das cítaras
contra a singeleza da paisagem

basta,

no despertar do silêncio continuo.





***

Felipe Stefani, Manly Beach, Australia, Março 2010.

sexta-feira, 26 de março de 2010

E eu que amava o sonho dos pássaros,
dizia às vozes imprevisíveis
que dormiam no mar:

Como posso sonhar,
se a exatidão em que navegam as aves
é maior que a própria vida?

E as sombras do silêncio repetiam:

"É preciso cantar para invadir o segredo".



***

Felipe Stefani, Manly, Australia, 2010.