segunda-feira, 10 de março de 2008

Poema de Ribeiro Eiras

Um poema de meados de 2006... aí vai...


Ela dançava seus próprios passos pela cidade.
Era uma espécie de meditação na sombra,
Como uma velha ressaca lírica.

Dançava seus mares peregrinos,
Migrando em seus outonos,
Como a bailarina das correntezas.

Concluídas as estações cegas,
Ela cantava pelas alamedas:
“Sou o naufrágio e também o refúgio”.

Eu navegava com medo,
Gritando, ao vento,
Seus longos enigmas.

3 comentários:

Ricardo Fernandes disse...

Temos blogs irmãos.

construção... disse...

Muitíssimo bom, este poema!
Imagens que muito prezo!

Maravilha!

mira disse...

Muito bom.
Valeu pela inicitiva.
Abraço