O poema abaixo, junto ao desenho, é uma brincadeira com os números:

DO DESENHO DOS NUMEROS
O oito é o número mais inviolável que existe,
porque é uma trança.
O zero é um anel, mas parece mistério que união ele sela.
A diferença entre o oito e o zero é que o zero rompeu o laço.
O zero é um caminho circular.
O oito é um caminho circular repleto de paisagens transversais.
O zero é um buraco, o oito, o cenário de uma rampa infinita.
O zero é livre, o oito não.
O oito vive, o zero é,
ou não.
Um comentário:
...que sutilezas de notas...e meio grandiloquentes, é. meio que superprodução... quase o contrário, mas lembrou-me, dos poemas das sutilezas zen...mas aqui com grandes espaços.
...interessante ter me lembrado dos "koans" ( acho que assim se chamam os poemas -zen), dos " kai-kais"...e ter pensado nos espaços...
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