quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Paralelos.

Arrangement in Grey and Black: The Artist's Mother; James McNeill Whistler, 1871
Untitled; Mark Rothko, 1969

Para romper com os excessos da arte vitoriana, Whistler fez esta pintura preta e cinza, simplificando a técnica e a temática. Rothko fez algo parecido em suas pinturas abstratas, simplificando ao máximo a composição. Apesar de achar maravilhosas estas duas pinturas, acho que devemos lembrar que a simplificação é um dos caminhos, e não o único.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Encontros Literários no Sesc Pinheiros.

Recomendo a todos participarem destes encontros literários promovidos pelo Sesc Pinheiros. Já participei de um e me agradou muito poder discutir literatura de forma aberta e democratica. Quem se interessar, não deixe de ir. Segue abaixo a programação deste mês:

06/08 - Encontro Com a Literatura: Bate-papo com a escritora Marina Colassanti.

Mediação prof. Susanna Ventura

13/08 - Leitura de textos importantes da autora Marina Calassanti

Mediação prof. Susanna Ventura
Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195 tel: 3095-9400

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Poeta de Veleiros e Florações

Encontrei semana passada com Alexandre Bonafim e, por absoluta falta de tempo, ainda não falei dele neste espaço.
Bonafim mantem o blog Arquipélago do Silêncio http://arquipelagodosilencio.blogspot.com/ , há algum tempo em nossos favoritos.
Bonafim é um poeta de belas imagens, esmero no trato com a palavra, alguns temas recorrentes (a infância, a natureza, o tempo) e uma delicadeza poética ímpar. Bonafim não tem medo do lirismo!
Por enquanto, deixo vocês com três poemas de seu novo livro: "A Outra Margem do Tempo".


Semeio o futuro nas sílabas do meu desassossego
e aguardo, com paciência, o momento de sonhos
maduros. Um dia, um rio vincará, em meu peito,
as cores de novembro, a febre intensa do verão.
Nesse porvir a gestar sementes e chuvas, pousarei
meu cansaço, meu desterro, aplacarei desertos
e tempestades. Tudo em mim será o gosto dos frutos
e das raízes, o cheiro da terra molhada. Um destino
de searas e manhãs, estertor da febre, desenhará,
em minha voz, a hora repleta de enchetes e surpresas.










Há dias em que os pássaros tardam a regressar,
manhãs em que o inverso pousa, em nossas nudez,
as horas da esquecida infância. Nesses momentos,
o crepúsculo nunca se despede de nossos olhos,
as folhas não afagam o vento: somos, inteiros,
uma doce melancolia a gestar as primaveras. Há dias
em que os pássaros são a promessa de um milagre.








Busco a grafia do esquecimento,
para escrever, em meu rosto,
os dias jamais vividos.



Poemas: Alexandre Bonafim
Postagem: André Setti

sábado, 26 de julho de 2008

Poemas de Felipe Stefani no site Cronópios.

Acabam de ser publicados alguns poemas de Felipe Stefani no site Cronópios, não deixem de conferir, nesse link: http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=3414

Esse é o blog do texto, idéia original do site Cronópios: http://www.cronopios.com.br/blogdotexto/blog.asp?id=3414

Dica de Leitura.

Pitagoras, um dos mestres de Mario Ferreira dos Santos.

Mario Ferreira dos Santos (1907 - 1968), foi sem duvida o maior de nossos filósofos, injustamente pouco estudado até hoje. Maior tradutor brasileiro de Nietzsche, sua obra filosófica é enciclopédica. Alguns de seus livro foram lançados recentemente. Dos que já li, recomendo muito “A Sabedoria das Leis Eternas”, e “Tratado de Simbólica”, ambos lançados pela editora E REALIZAÇOES.

O link abaixo é de um singelo site sobre ele:
http://www.marioferreira.com.br/

Felipe Stefani.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Poema e Desenho de Felipe Stefani.


Como operário no alfabeto das horas,
cumpri o enorme grito do meu nome,
dentro das florestas extraordinárias
da inocência.
Após a cerimônia da manhã interior,
que nos queima as entranhas,
ao meio-dia lancei-me faiscante para fora
dessa treva cheia de planetas espelhados.
Sobre a tarde de repente, atravessando oceanos vivos,
estendiam-se platôs exteriores,
centros gravitacionais mais quentes que o abismo
do meu vôo.

E teu sexo trilhava o coração e a raiz
desta noite sufocada de luz.

É isso o amor?
Uma prisão esplendida.
No dentro e no fora da elegante
demência que naufraga,
sei que toca as partes vivas e a morte
do enlace onde nasce a música.

E as estações nos moldam a chama
e a simetria,
até a luz além da luz da vida.



Felipe Stefani.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Caderno de Meditações.

Estou planejando, junto com o artista Megumi Yuasa, uma exposição onde mostraremos as relações entre os artistas amigos e suas diferentes formas de expressão. Tentaremos expor, junto disso, também o próprio processo de criação. Como uma mostra disso, segue abaixo, algumas imagens do belo caderno de apontamentos do Megumi.

Felipe Stefani.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Ovo da Serpente de Ingmar Bergman .


Assisti essa semana ao filme "O Ovo da Serpente" de 1976 de Ingmar Bergman. O cinema estava lotado para uma segunda-feira, e isso mostra a fama do diretor. Gostei muito, assim como gosto de todos os bons filmes sombrios. Bergman é um mestre dos filmes sombrios. A estoria acontece na Alemanha dos anos vinte, destruída pela primeira guerra, quando o Nazismo dava seus primeiros passos. Uma época sombria, pois viu nascer o maior genocídio da história. O desespero do personagem, muito bem interpretado pelo ator David Carradine, reflete tudo isso com beleza e profundidade.

Felipe Stefani.