As palavras saiam da sua boca
como a sombra
da incógnita serpente,
a antiga,
que paira junto ao mundo,
indefinidamente.
Somos sombras.
As escamas, ondas, venenos.
Castelos, rochedos, aromas.
Tudo é efêmero.
Em seus olhos
(além do olhar),
vejo vozes que atravessam os séculos.
Suas palavras se perdem no mar...
E uma menina brinca na areia,
infinita em seu reino.
Brincam seus passos se perdendo na areia.
Seu corpo se perdendo,
na maresia,
no tempo.
***
Felipe Stefani, Queenscliff, Outono.
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4 comentários:
somos efêmeros, mas a palavra vive - e o poema, que mal acaba de nascer, já está morto - renasce a cada olhar atento, num ciclo interminável de renascimento e morte. abraço.
Oi, gostei dos seus poemas!
Posso publicar um no meu blog?
Usei o link do seu blog para uma
postagem minha sobre Constable.
Abraço.
Oi, Felipe,publiquei sua poesia no meu blog, agradeço por me ceder gentilmente sua poesia!
Beijos.
Li aqui e ali, gostei do seu blog, gostei da sua poesia. Continue.
Abraços.
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