segunda-feira, 31 de maio de 2010

As palavras saiam da sua boca
como a sombra
da incógnita serpente,
a antiga,
que paira junto ao mundo,
indefinidamente.

Somos sombras.
As escamas, ondas, venenos.
Castelos, rochedos, aromas.
Tudo é efêmero.

Em seus olhos
(além do olhar),
vejo vozes que atravessam os séculos.
Suas palavras se perdem no mar...

E uma menina brinca na areia,
infinita em seu reino.

Brincam seus passos se perdendo na areia.
Seu corpo se perdendo,
na maresia,
no tempo.








***

Felipe Stefani, Queenscliff, Outono.

4 comentários:

Nydia Bonetti disse...

somos efêmeros, mas a palavra vive - e o poema, que mal acaba de nascer, já está morto - renasce a cada olhar atento, num ciclo interminável de renascimento e morte. abraço.

Valéria Pires dos Santos disse...

Oi, gostei dos seus poemas!
Posso publicar um no meu blog?
Usei o link do seu blog para uma
postagem minha sobre Constable.

Abraço.

Valéria Pires dos Santos disse...

Oi, Felipe,publiquei sua poesia no meu blog, agradeço por me ceder gentilmente sua poesia!

Beijos.

José Carlos Brandão disse...

Li aqui e ali, gostei do seu blog, gostei da sua poesia. Continue.
Abraços.